26
Abr

As dores articulares atingem os praticantes de esporte e idosos

26 abril de 2018 às 11:13
As dores articulares são comuns e atingem milhões de pessoas, causando impotência funcional e dificuldade para se locomover. A artrose ou osteoartrose ocorre com certa frequência em pessoas de meia-idade, idosos ou em praticantes de esportes que geram sobrecarga nas articulações. É o chamado "desgaste", mas sabe-se que ela é uma doença do conjunto, que envolve a cartilagem, revestimento articular, ligamentos e ossos.
 
Os quadros agudos inflamatórios dessas articulações, são conhecidos como osteoartrite ou apenas artrite, e tem mais relação com os quadros reumatológicos ou simplesmente sobrecarga articular e no decorrer da doença podem evoluir para uma artrose (desgaste).
 
CARACTERÍSTICAS E SINAIS
 
A artrose é caracterizada pelo colapso da cartilagem (o tecido que reveste as extremidades dos ossos entre as articulações), alterações ósseas, deterioração dos tendões e ligamentos, bem como vários graus de inflamação da sinóvia (revestimento articular) caracterizando-se como sinovite. Embora algumas das alterações articulares sejam irreversíveis, a maioria dos pacientes não precisam de cirurgia de substituição articular. Lentamente, como pode ocorrer nas mãos, os ossos afetados ficam maiores, podendo até gerar deformidades.
 
 
CAUSAS
 
A doença ocorre quando a cartilagem articular é lesionada, muitas vezes por causa do estresse mecânico ou alterações bioquímicas, fazendo com que a superfície que recobre o osso afilem e exponham o osso. Pode ocorrer após ou como consequência de outros tipos de artrite, tais como a gota ou a artrite reumatóide. A osteoartrose tende a afetar articulações bastante utilizadas, tais como as mãos, coluna vertebral e as que suportam peso, como os quadris e joelhos. 
 
Sintomas articulares:
- Dor e rigidez
- Inchaço
- Ruído com o movimento articular ou estalos
- Diminuição da função da articulação
 
Fatores de risco:
- Idade avançada
- História familiar
- Obesidade
- Lesão articular ou uso repetitivo (overuse) de articulações
- Deformidade da articulação, como exemplo: comprimento da perna desigual ou joelhos valgos
 
TRATAMENTO
 
Não existe um tratamento comprovado ainda que pode reverter danos da osteoatrose. O objetivo do tratamento é reduzir a dor e melhorar a função das articulações afetadas. Na maioria das vezes, isso é possível com uma mistura de meios físicos, terapia feita com medicametos e, por vezes, a cirurgia.
 
Perda de peso e exercício físico são úteis. O excesso de peso coloca pressão sobre as articulações. Para cada 10kg de peso que você perde, pode reduzir a chance de desenvolver oesteoatrose do joelho em até 50%. O exercício pode melhorar sua força muscular, diminuir a dor e rigidez nas articulações e reduzir a chance de incapacidade.
 
Também são úteis dispositivos de apoio, tais como muletas ou bengala, que ajudam você a fazer as atividades diárias. Tudo, é claro, sem sobrecarregar a articulação. Fisioterapia ajuda no fortalecimento e em casos de dores na analgesia. Formas de tratamento medicamentosos incluem tópica, oral e injeções (inclusive infiltrações). Você pode aplicar tópicos diretamente na pele sobre as articulações afetadas.
 
Pacientes com dor mais grave podem precisar de medicamentos mais fortes, como drogas de prescrição. Injeções conjuntas com corticosteróides (às vezes chamado de injeções de cortisona), ou com uma forma de lubrificante chamado ácido hialurônico ou condroprotetores podem dar meses de alívio da dor e podem ajudar a atrasar a necessidade de uma cirurgia.
 
O tratamento cirúrgico torna-se uma opção para os casos mais graves. Isto inclui quando a articulação tem sérios danos ou quando o tratamento médico falha para aliviar a dor e você tem grande perda de função. A cirurgia pode envolver a artroscopia e a reparação da articulação feita através de pequenas incisões (cortes). Se o dano comum não pode ser reparado, você pode precisar de uma substituição da articulação (prótese)
 
DICAS
 
Não há cura para a osteoatrose, mas você pode controlar como isso afeta seu estilo de vida. Algumas dicas são:
 
- Adequar a posição e apoiar o seu pescoço e as costas quando estiver sentado, no trabalho ou dormindo.
- Ajuste os móveis na sua posição onde haja maior conforto e apoio (ergonomia)
- Evite movimentos repetidos da articulação
- Perder peso, se você estiver com sobrepeso ou obeso
- Fisioterapia ou terapia ocupacional para aprender os melhores exercícios preventivos
- Exercite-se todos os dia
 
26
Abr

DOENÇAS CARDÍACAS PODEM COMEÇAR NA BOCA

26 abril de 2018 às 11:03
Desde pequenos ouvimos que além de escovar os dentes, precisamos usar fio dental para obter uma limpeza completa. Preocupamo-nos com o mau hálito e as cáries, mas a falta de higiene oral pode trazer riscos inesperados a uma região mais distante: o coração.
 
A principal ligação entre a saúde bucal e os problemas cardíacos está nas doenças infecciosas que afetam a cavidade oral, como a gengivite, provocada por falta de cuidados básicos com a boca. As bactérias que se instalam nas bolsas periodontais — aprofundamento da região de ligação entre a gengiva e os dentes — podem viajar pela corrente sanguínea até o músculo cardíaco e trazer graves complicações.
 
No coração, elas se alojam na parede interna e nas valvas, estruturas que funcionam como “portas” que liberam o sangue dos átrios para os ventrículos ou dos ventrículos para as artérias e impedem que ele retorne em sentido contrário. Dr. Abrão Cury, cardiologista e clínico geral do HCor (Hospital do Coração de São Paulo e médico auxiliar da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), explica que a principal doença que esses micro-organismos provocam é a endocardite infecciosa. Tal enfermidade afeta o modo de trabalho do coração alterando o funcionamento das valvas e, por consequência, o fluxo sanguíneo. A situação pode levar o paciente à insuficiência cardíaca, uma das mais graves doenças que afetam o músculo cardíaco.
 
Pessoas que já sofreram complicações na região valvar devem ficar atentas, mesmo que já operadas. “Quem já tem problema nessa parte do coração deve tomar cuidado triplicado com a saúde bucal”, ressalta o médico. O Ministério da Saúde recomenda, como forma adequada de higiene bucal, escovar os dentes após cada refeição e utilizar fio dental, medidas simples que podem prevenir as doenças do coração.
 
Aliado ao cuidado diário, é recomendado o acompanhamento odontológico. “Não só as pessoas com problemas cardíacas. Toda população deve criar o hábito de ir ao dentista regularmente”, reforça o cardiologista. O ideal é passar a cada seis meses pelo consultório odontológico para uma consulta de rotina.
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26
Abr

AS REDES NEURAIS: POR QUE CÉREBROS MAIORES SÃO MAIS SUSCETÍVEIS A DOENÇAS MENTAIS.

26 abril de 2018 às 10:54
Em seres humanos e outros mamíferos, o córtex cerebral é responsável pelas funções cognitivas, sensoriais e motoras. Compreender a organização das redes neuronais no córtex deve fornecer insights sobre os cálculos que ele realiza. Uma publicação de estudo recentemente feita na revista de acesso aberto PLoS Biology mostra que a arquitetura global das redes corticais em primatas (com cérebros grandes) e roedores (com cérebros pequenos) é organizada por princípios comuns. Apesar das invariâncias gerais da rede, os cérebros de primatas têm conexões de longa distância muito mais fracas, o que poderia explicar por que grandes cérebros são mais suscetíveis a certas doenças mentais, como esquizofrenia e doença de Alzheimer.
 
Em trabalhos anteriores, Zoltán Toroczkai, da Universidade de Notre-Dame, EUA, Mária Ercsey-Ravasz, de Babes-Bolyai na Romênia e Henry Kennedy da Universidade de Lyon, França, e colegas combinaram um estudos de rastreamento em macacos, que visualizam conexões no cérebro, com a teoria de rede para mostrar que a estrutura de rede cortical nestes primatas é regida pela chamada regra de posicionamento exponencial (RPE).
 
A RPE descreve uma relação consistente entre distâncias e força de ligação. Consistente com os resultados de rastreio, a RPE prevê que há muito menos axônios de longo alcance (fibras nervosas que funcionam como linhas de transmissão do sistema nervoso) do que as curtas, o que pode ser quantificado por uma equação matemática. No nível das áreas corticais (tais como córtex visual ou córtex auditivo) examinados pelos estudos de rastreamento, isso significa o quão mais próximas duas áreas são umas com as outras, e que existem mais conexões entre elas.
 
Neste estudo, os investigadores compararam as características das redes corticais, no macaco – um mamífero com um grande córtex – com os do rato, com a seu córtex muito menor. Eles usaram dados detalhados de rastreamento para quantificar conexões entre áreas funcionais, e os que se formam a base para a análise. Apesar das diferenças substanciais no tamanho do córtex entre as espécies e outras aparentes diferenças na organização do córtex, eles descobriram que as características estatísticas fundamentais de todas as redes seguiu a RPE.
 
Com base nestes resultados, os pesquisadores acreditam que a RPE descreve um princípio de concepção eficaz, que permanece constante durante a evolução de cérebros de mamíferos de tamanhos diferentes. Eles apresentam argumentos matemáticos que suportam a aplicabilidade universal da RPE como um princípio que rege a conectividade cortical, bem como de assistência técnica experimental a partir de experimentos consolidando uma alta resolução em pequenas áreas do cérebro de macacos, ratos e lêmures-rato (um primata com uma muito cérebro pequeno).
 
Em seus resultados, os investigadores “sugerem que o RPE desempenha um papel fundamental em todos os mamíferos para otimizar o layout da rede cortical inter-areal permitindo que animais com cérebros maiores possam manter a eficiência de comunicação combinado com o aumento do número de neurônios”.
 
Como o RPE prevê, e os dados de rastreamento confirmam, conexões neuronais enfraquecem exponencialmente com a distância. Assumindo que a RPE pode ser aplicada a todos os cérebros de mamíferos, isto sugere que as ligações de longa distância podem ser bastante fracas no córtex humano, o que é aproximadamente cinco vezes maior do que em macacos. Se for verdade, dizem os pesquisadores, pode-se especular que o baixo peso de conexões de longo alcance humanos pode contribuir para um aumento da suscetibilidade a síndromes de desconexão, como têm sido propostos para a doença de Alzheimer e esquizofrenia”.
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26
Abr

Doenças do coração: conheça algumas que mais matam

26 abril de 2018 às 10:48
As doenças cardiovasculares lideram o número de mortes no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Apenas no Brasil, são 300 mil pessoas por ano. Ou seja, um óbito a cada dois minutos. Entre as doenças que mais matam estão o acidente vascular cerebral (AVC), doença vascular periférica, o infarto agudo do miocárdio e a morte súbita.
 
“Entre as características mais comuns são a presença dos fatores de risco como o tabagismo, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia e obesidade. Os três primeiros citados são fatores que isoladamente são capazes de gerar um evento cardio ou cerebrovascular e em conjunto são responsáveis por cerca de 80% das doenças do coração que mais matam”, explica o cardiologista credenciado da Paraná Clínicas, Valdir Lippi.
 
“O acompanhamento médico regular torna-se importante não só no controle das doenças já instaladas, mas principalmente na prevenção através da detecção precoce e intervenção nos fatores de risco. Além da orientação, caberá ao médico decidir sobre a necessidade do uso de medicações com o objetivo de evitar que um evento ocorra. Lembre-se que são doenças graves e potencialmente fatais e devem ser acompanhadas com muito rigor”, menciona.
 
As doenças que mais matam
AVC: O acidente vascular cerebral acontece quando há entupimento ou rompimento dos vasos que levam o sangue ao cérebro. O AVC causa a paralisia da área cerebral que ficou sem a circulação sanguínea.
 
Doença vascular periférica: Está relacionada com o estreitamento e endurecimento das artérias que realizam o transporte do sangue para os membros inferiores.
 
Infarto agudo do miocárdio: Popularmente conhecido como ataque cardíaco, o infarto agudo do miocárdio é caracterizado pela diminuição ou ausência da circulação sanguínea no coração.
 
Morte súbita: A maioria dos casos de morte súbita está relacionada com doenças do coração. Conhecidas ou não, podem ser congênitas, degenerativas, excesso de atividades físicas, inflamatórias e provocadas por reflexo nervoso, por exemplo. A morte súbita é considerada para os casos onde o óbito é constatado na primeira hora após o início dos sintomas.
 
Fatores
Apesar de fatores como a predisposição genética, os maus hábitos de vida ainda dominam as estatísticas como principal causa. Entre os fatores de risco estão uma alimentação inadequada e rica em gordura saturada, diabetes, hipertensão, sedentarismo, sobrepeso e tabagismo.
 
Confira 12 dicas para a prevenção:
1. Realize um check-up, pelo menos, uma vez por ano;
2. Evite fumar;
3. Recupere o histórico familiar;
4. Tenha uma alimentação saudável;
5. Pratique atividade física com orientação de um profissional;
6. Beba água;
7. Procure um médico imediatamente caso tenha dor no peito ou no tórax acima do umbigo;
8. Preste atenção no peso;
9. Evite ficar estressado;
10.Monitore o colesterol;
11.Cheque sua pressão arterial;
12.Visite um cardiologista regularmente.
26
Abr

colesterol: entenda a sua importância

26 abril de 2018 às 10:40
o que é colesterol
 
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o colesterol não é uma doença. Ele está naturalmente presente no corpo de qualquer indivíduo, desempenhando funções importantes como síntese dos hormônios sexuais e da digestão, além da absorção de vitaminas lipossolúveis [A, D, E e K] e lipídios, produção da vitamina E e prevenção da perda excessiva de água por evaporação na pele.
Cerca de 75% do colesterol do organismo é endógeno, ou seja, produzido pelo corpo, e apenas 25% é obtido pela alimentação. Como o colesterol não pode ser dissolvido pelo sangue, ele precisa se ligar a transportadores específicos [chamados de lipoproteínas] para ser transportado até outros órgãos. As lipoproteínas são as maiores transportadoras de colesterol pelo sangue. Existem vários tipos de lipoproteínas, mas as mais importantes são LDL e HDL.
 
 
tipos de colesterol
 
Existem dois tipos de colesterol: o LDL e o HDL. O colesterol LDL, conhecido como “mau colesterol”, é responsável por transportar o colesterol para células e tecidos. Quando seu nível está elevado no sangue, pode ocorrer um acúmulo nas paredes das artérias que levam o sangue para o cérebro e coração.
 
Com o tempo, o excesso do LDL pode formar placas de gordura que estreitam a artéria, impedindo o fluxo adequado de sangue e aumentando o risco de ataque cardíaco ou isquemia cerebral [falta de oxigênio no cérebro]. Os níveis elevados de LDL estão diretamente associados com doenças do coração, assim como o alto nível de triglicérides.
 
O colesterol HDL, ou bom colesterol, transporta o colesterol dos órgãos e tecido para o fígado, removendo essa substância do organismo. Por atuar na degradação do colesterol, o ideal é que os níveis de HDL no sangue sejam elevados para evitar o desenvolvimento das doenças cardíacas. O baixo nível de HDL (inferior a 40mg/dL) também pode contribuir para o risco de doença cardiovascular. Já o colesterol total é a soma dos tipos de colesterol que circulam no sangue.
 
A arteriosclerose é uma doença que resulta do acúmulo de placas de gordura no interior das artérias, sendo a principal causa de morte no mundo. O seu desenvolvimento é progressivo e provoca a diminuição do sangue nos tecidos irrigados pelas artérias, sendo o colesterol responsável pela obstrução arterial.
 
 
sintomas do colesterol alto
 
A elevação dos níveis de colesterol sanguíneo é silenciosa e assintomática, ou seja, não apresenta sintomas, sendo detectada apenas por meio de exame de sangue ou, em casos mais graves, quando ocorre um ataque cardíaco.
 
 
colesterol: fatores de risco
 
Por não existirem sintomas de colesterol alto, é preciso atenção a alguns fatores de risco:
 
Hipertensão
Tabagismo
Sedentarismo
Idade avançada
Alta ingestão de gordura saturada
Histórico familiar
A genética é um fator importante para o colesterol. Pessoas que possuem histórico de colesterol na família devem fazer acompanhamento e manter bons hábitos alimentares.